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Mulheres contemporâneas no mercado de trabalho

22/12/2022

Historicamente, as mulheres são as mais vulneráveis no mercado de trabalho. Sabemos o quão importante é o papel do sexo feminino e, mesmo que ao longo do tempo elas estejam ganhando espaço, ainda não é o suficiente. 

Na pandemia, elas foram as mais afetadas. Ao longo da crise, o Brasil registrou 825 mil postos de trabalho encerrados, sendo que, desse número, pouco mais de 593 mil são mulheres, significando 72% de desempregadas. Ao fazer o recorte por raça, infelizmente as mulheres negras representam a maior parte. Outro ponto importante é que o mercado de trabalho do Brasil possui características que não ajudam mundialmente para o avanço da inserção das mulheres no mercado de trabalho. 

A mulher profissional no Brasil, questões familiares e saúde mental

Dados do Global Gender Gap Report mostram que a diferença entre os salários dos dois gêneros ainda é gritante no Brasil, fazendo o país se colocar em 130º na posição mundial em igualdade salarial. Dados do IBGE em 2019, mostram que uma mulher negra recebe em média cerca de 44,4% de renda média em comparação a um homem branco, que está no topo da escala de remuneração.

Apesar de não marcarem uma presença forte no mercado de trabalho formal, as mulheres que conseguem fazer ‘’bicos’’, ou horas extras no serviço, acabam sobrecarregadas por terem que estudar, trabalhar, ser mãe e esposa, faltando tempo para cuidar da saúde física e mental.

Dados mostram que 1 a cada 5 mulheres apresentam Transtornos Mentais Comuns (TMC), e a taxa de depressão é, em média, o dobro da taxa de homens com o mesmo sofrimento. Em mulheres com sobrecarga doméstica, o número aumenta de 1 a cada 2 mulheres. A baixa qualidade de emprego e a precariedade em manter vínculos geram medo e ansiedade. Esse cenário pode ser ainda pior quando se soma a tentativa de conciliar a vida em casa e fora dela. 

Além disso, requisitos irregulares de carreira como tempo fora do mercado de trabalho, licença maternidade, doenças físicas e saúde mental afetam a percepção dos empregadores sobre o comprometimento da mulher no trabalho, levando à discriminação e exclusão.

Como podemos mudar essa realidade?

Para que a equidade seja real, é necessário que exista uma população conscientizada sobre a situação das mulheres não só no mercado de trabalho, mas na sociedade inteira em si.

É preciso criar processos e propor abordagens específicas para cada mulher, promover a prevenção em saúde mental, construir políticas públicas que façam as mulheres serem inseridas corretamente no mercado de trabalho.

A conscientização é o primeiro passo para que o mundo se transforme.

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